quinta-feira, 1 de março de 2012

Para crescer, Twitter cede à censura

Como era de se esperar, a coisa está se ramificando por TODOS os serviços da internet, e agora chegou a vez do Twitter ceder.

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Fonte:
http://info.abril.com.br/noticias/blogs/trending-blog/geral/para-crescer-twitter-cede-a-censura/
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O cofundador do Twitter, Biz Stone, cometeu o maior erro de sua brilhante trajetória como empreendedor ao anunciar, com todas as letras, que o microblog praticará a censura em vários países onde atua.

A declaração, uma decepção monumental para os ativistas que elevaram o nome do Twitter à condição de “ferramenta da liberdade” é aterradora. “A partir desta sexta-feira, nós forneceremos a capacidade de bloquear de forma retroativa conteúdos em um determinado país”, anotou a empresa californiana.

Pela nova regra, em alguns países será liberado a “entidades autorizadoras” (a expressão é do comunicado do Twitter!) a veiculação ou não de determinados conteúdos no microblog. Na prática, um grupo de “autoridades” vai decidir se aquele post pode ou não circular no microblog. A decisão equivaleria a dar a Hosni Mubarack, o ex-ditador do Egito, o direito de controlar o que aparece no Twitter de seus cidadãos, em plena crise política.

Não à toa, hackativistas do Anonymous convocaram um boicote – que não deu em nada, aliás – ao uso do Twitter ao longo do sábado.

A motivação por trás de uma decisão tão vexatória é o desejo que o Twitter tem de crescer em novos mercados, como Arábia Saudita e China, países que censuram a internet. Do ponto de vista dos negócios, é um passo absolutamente lógico para uma plataforma que deseja ser aceita em todo o mundo.

A medida em que cresce, o Twitter faz concessões em sua forma de fazer negócios, cedendo às regras das polícias secretas, investidores bilionários e líderes religiosos.

A consequência natural da decisão é a perda de relevância que a ferramenta enfrentará nos mercados em que já está consolidada. A tendência do usuário é migrar para qualquer novo serviço que pareça ser mais comprometido com a liberdade de expressão e privacidade dos usuários.

Na internet, já vimos isso acontecer dezenas de vezes. Serviços fantásticos, com ampla liderança de mercado, acabam atropelados por novos produtos que parecem mais interessantes aos usuários. Foi assim com ICQ e Orkut, por exemplo, para citarmos apenas dois casos famosos.

Com a decisão, o Twitter pode ter iniciado seu período de declínio.

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